4 de Outubro de 2007

Not@ Fiscal Paulista reduz o valor do IPVA.

Arquivado sob: Direito — Evaldo @ 16:44

Desde o início do mês está em vigor o programa “Not@ Fiscal Paulista”, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, pelo qual até 30% do ICMS recolhido pelo estabelecimento vai ser devolvido ao consumidor (pessoa física ou jurídica) na forma de desconto no IPVA ou crédito em conta corrente, caderneta de poupança ou cartão de crédito.

O programa lembra a Nota Fiscal Eletrônica criado pela prefeitura da cidade de São Paulo, pelo qual ao solicitar a inclusão do CPF na nota fiscal, o consumidor recebe um crédito sobre o valor de ISS (serviços) recolhido, para ser abatido do IPTU.

A novidade não está em o governo (seja estadual ou municipal) querer evitar a sonegação, e assim arrecadar mais, mas sim no fato de utilizar a tecnologia para isto.

O consumidor final, acaba se beneficiando dos “avanços tecnológicos” da administração pública, pois passará a ter algum desconto, por mais pífio que ele venha a ser.

O mecanismo é simples:

O contribuinte deve se cadastrar no site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (www.nfp.fazenda.sp.gov.br) e gerar um login e senha para consultar e administrar seus créditos.

Ao solicitar uma nota ou cupom fiscal o consumidor deve solicitar que conste o seu CPF ou CNPJ (mesmo que ainda não tenha se cadastrado no site da Secretaria da Fazenda é possível acumular créditos).

Uma vez por mês, o estabelecimento recolhe o ICMS, o que vai gerar o crédito para o contribuinte / consumidor. Somente serão gerados créditos em operações que recolham ICMS. A cada R$ 100 em compra o consumidor ganhará ainda um cupom para concorrer a prêmios.

O valor a ser creditado para o consumidor será calculado pela divisão entre os consumidores daquele estabelecimento, na proporção do seu gasto, de 30% do valor recolhido de ICMS pelo estabelecimento, o que faz com que gastos de valor igual em estabelecimentos distintos gerem créditos diferentes. O cálculo será feito pela Secretaria da Fazenda e não pelo estabelecimento.

Neste mês o programam abrange apenas Notas Fiscais de gastos em restaurantes e similares, mas nos próximos meses, outros setores entrarão no programa. No mês que vem serão incluídos no programa bares, padarias e lanchonetes. Em dezembro serão incluídos itens de saúde, esporte e lazer. Em janeiro é a vez dos automóveis, motocicletas, combustíveis e barcos. Em fevereiro entram os itens de construção. Março é a vez de produtos para casa e escritório. Em abril entram os produtos alimentícios e farmacêuticos e em maio roupas calçados e acessórios.

O contribuinte poderá utilizar o crédito em até cinco anos. O programa prevê ainda a possibilidade de o contribuinte transferir o valor a que tem direito para outra pessoa ou empresa.

Evaldo Indig Alves

Fonte: Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

14 de Setembro de 2007

Novos procedimentos da Receita Federal para declarar bens em viagem ao exterior.

Arquivado sob: Direito — Evaldo @ 11:59

O posto da Secretaria da Receita Federal - SRF no Aeroporto Internacional de São Paulo / Guarulhos alterou os procedimentos para Declaração de Saída de Bens, por viajante residente no País com destino ao exterior, que deseje comprovar a saída regular do bem, com o qual pretende retornar ao país.

Até agora bastava comparecer no posto da SRF no aeroporto, preencher um formulário e apresentar os equipamentos. O funcionário apenas conferia se os equipamentos declarados eram os mesmos que foram apresentados e pronto.

A partir de agora, além do próprio equipamento, é necessária ainda a apresentação da via original da nota fiscal, o que pode ser um problema para muitos.

Nem todo mundo guarda, ou sabe onde guardou as notas fiscais de produtos que comprou a 2 anos, por exemplo.

Isso sem mencionar o iPod que você ganhou de presente e obviamente a nota fiscal, com o preço, não veio junto. Ou ainda aquele aparelho de DVD portátil que você comprou na última viagem e como custou menos de US$ 500,00 você não precisou declarar quando chegou no Brasil e, com isso, não tem o “documento” dele.

Isso certamente vai complicar a vida de quem costuma viajar levando muitos eletrônicos, como câmera digital, notebook, iPod, etc.

Ao que tudo indica esse novo procedimento não deve ficar restrito apenas ao Aeroporto Internacional de São Paulo / Guarulhos, como ocorre até o momento, sendo que o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, também deverá implantar a medida em breve, apesar de não haver data definida.

Evaldo Indig Alves

Fontes:
TAM
Jornal Zero Hora - RS- 29/8/2007

4 de Setembro de 2007

Dando um tempo…

Arquivado sob: Comentário — Evaldo @ 11:28

Posto esse post curto apenas para esclarecer que o não abandonei o blog, apenas passei por algumas mudanças que me sem tempo livre para escrever. Mudei de casa. O escritório também mudou de endereço. Acho que este ano só mantive a mulher. E o pior é que as mudanças não acabaram. Eu estou morando em um endereço provisório, o que significa que em breve eu devo mudar novamente…
Tentarei me disciplinar e arrumar um tempo para escrever.

Evaldo Indig Alves

13 de Abril de 2007

Para que tanto megapixel?

Arquivado sob: Fotografia — Evaldo @ 13:07

Tenho ouvido muita gente falando que precisa trocar de câmera digital pois a sua ficou ultrapassada com os novos lançamentos e que está precisando de uma câmera melhor, com mais megapixels, ou que a câmera que possui é ruim pois tem apenas 4 MP.

Na minha humilde opinião isso é geralmente uma grande bobagem, causada muito mais pela campanha promocional das novas câmeras do que pela real necessidade dos consumidores.

Esta minha opinião baseia-se no fato de que a grande maioria das pessoas “revela” (o termo correto seria ampliar, pois revelar refere-se à utilização de processo químico no filme fotográfico, o que não ocorre na fotografia digital) suas fotos digitais no formato / tamanho 10 x 15 (cm). Para esse tamanho uma câmera de 1 MP (megapixel) já é o suficiente, conforme fica claro na tabela abaixo*.

Qualidade - Tabela de Megapixels

Com isso fica fácil perceber que pouquíssimas pessoas realmente precisam de uma câmera fotográfica com mais de 4MP. Claro que não é apenas a resolução que tem aumentado nas câmeras digitais, os demais recursos acompanham a evolução, mas o fato é que, novamente, pouquíssimas pessoas utilizam os recursos avançados de suas câmeras.

Outro erro comum é achar que com uma câmera com mais resolução as fotos sairão melhores. Elas só serão melhores se forem ampliadas em formatos realmente grandes. Em uma ampliação / “revelação” 10X15 tanto faz se a câmera tem 4 MP ou 16 MP, o resultado será o mesmo.

Além do mais quanto mais megapixels (resolução) tem a câmera, maior os arquivos gerados por ela, conforme se percebe na tabela abaixo*.

Quantidade - Fotos por mídia

Com isso você passa a ter um outro problema, como armazenar as fotos. Por mais que os HDs sejam cada vez maiores, isso tem um preço. Também há a necessidade de se fazer back-up, o que duplica também o problema de espaço de armazenamento. Isso sem mencionar a necessidade de comprar um cartão de memória compatível com a resolução da câmera. Não adianta dizer que você pode regular a câmera para gerar arquivos menores, pois para isso ela teria de diminuir a resolução e, se é para usar a câmera com uma resolução menor, para que você pagou mais para ter uma câmera com megapixels.

Um fator que deveria ter maior importância na hora de se decidir por qual câmera utilizar é o conjunto óptico, ou seja, as lentes que a câmera usa. A qualidade da foto depende tanto da resolução da câmera quanto das lentes que ela utiliza. A imagem que vai ser registrada passa obrigatoriamente pelas lentes para chegar ao sensor, da mesma forma que uma pessoa com que precisa de óculos se utiliza deles para enxergar. Assim, fica fácil entender a importância que as lentes têm em uma câmera fotográfica, seja ela digital ou analógica. Não dá para enxergar direito com os óculos errados dá mesma forma que uma foto não fincará tão boa como deveria se utilizarmos uma câmera com lentes ruins.

Também não existem mágicas no preço das câmeras digitais. Outro dia vi um comercial na TV, de uma dessas empresas que praticamente só vendem pela TV, de uma câmera digital de 12 MP de uma marca sem tradição em fotografia e por menos de R$ 1.000,00. Isso não pode estar certo. O sensor de 12 MP, por si só, deve custar mais do que isso. Provavelmente o que a tal câmera fazia era o que ficou conhecido como interpolação. Um chip na câmera pega uma foto com menos resolução e amplia digitalmente, criando uma foto com mais resolução. É o mesmo que você pegar uma foto de 1 MP e amplia-lo no computador, para gerar uma foto maior e tentar imprimi-lá. Certamente a imagem sairá quadriculada com o que é conhecido como ruído digital.

Veja bem, eu não estou aqui tentando boicotar as fabricantes de câmera digital nem criar uma legião de fotógrafos com câmeras digitais ultrapassadas. Eu mesmo estou na minha quinta câmera digital. Só acho que a evolução tecnológica chegou a um ponto em que uma câmera comum atende os anseios da grande maioria dos fotógrafos e com isso a necessidade de se atualizar o equipamento diminuiu drasticamente. Acredito apenas que o consumidor deve ser mais consciente na hora de trocar de câmera e não ir apenas pelo marketing dos megapixels. Mas se você costuma ampliar suas fotos em 50X75cm realmente valerá cada centavo gasto em uma câmera com muitos megapixels.

Evaldo Indig Alves

* as tabelas acima são apenas exemplificativas, servindo de referência, e os valores nelas expressos podem variar de um modelo de câmera para outro.

23 de Março de 2007

Que tal mudar de operadora e levar seu número com você?

Arquivado sob: Celular — Evaldo @ 13:41

Essa é a tal da portabilidade numérica.

É um assunto que vem sendo discutido no Brasil desde que foi aberta Consulta Pública em setembro de 2006, mas que agora vai sair do papel.

Segundo anúncio realizado em coletiva na sede da Anatel, no dia 7 de março, a regulamentação necessária foi aprovada e a portabilidade numérica deve estar totalmente disponível para o usuário em março de 2009, ou seja, daqui a dois anos. Este prazo, apesar de longo, deverá ser cumprido pelas operadoras pois, de acordo com a regulamentação recém aprovada, o não cumprimento será considerado como Falta Grave pelo Regulamento de Sanções da Anatel, o que acarretaria em multa de R$ 50 milhões.

A portabilidade deve acirrar a competição entre as operadoras, forçando a melhoria no relacionamento com o consumidor e, se ainda houver margem, baixando ainda mais os preços.

Ou seja, além da vantagem direta, a portabilidade deve trazer ainda alguns benefícios indiretos ao consumidor.

No caso da telefonia fica a portabilidade será possível dentro da mesma área local (município ou conjunto de localidades com continuidade urbana), enquanto no caso da telefonia móvel (celular) a portabilidade será possível dentro do mesmo DDD.

Para obter a portabilidade, ou seja, levar seu número para outra operadora, o usuário deverá entrar em contato com a nova operadora que dará andamento ao processo sem necessidade de participação da operadora ao qual o usuário estará se desligando. Para isso será cobrada uma taxa do usuário, que será revertida para a manutenção de uma entidade que administrará os números. O valor da taxa ainda será definido pela Anatel.

Evaldo Indig Alves

Fonte: Anatel

22 de Março de 2007

A Vivo já esta operando comercialmente em GSM.

Arquivado sob: Celular — Evaldo @ 17:55

No dia 30 de junho de 2006 a Vivo (operadora de telefonia celular) admitiu pela primeira vez que estava estudando a utilização da tecnologia GSM. A notícia causou muita expectativa, principalmente dos usuários.

Faz tempo que eu deixei de ser simpático ao CDMA – tecnologia atualmente utilizada pela Vivo – por considerá-la muito vulnerável a fraudes e clonagem, especialmente se comparada à tecnologia GSM. Outro ponto que faz essa tecnologia cair no meu conceito são os poucos tipos de aparelhos, sendo que os disponíveis geralmente não são tão avançados tecnologicamente, aliado ao fato de que, pelo menos até pouco tempo atrás, a Vivo era mais cara que as demais operadoras.

Apesar de tudo isso, os ventos parecem estar mudando. No final de dezembro passado, sem nenhum alarde, a Vivo começou a operar comercialmente sua rede GSM, na época apenas para clientes pré-pago.

Este mês, pela primeira vez a Vivo divulgou sua rede GSM, por meio de uma campanha veiculada na semana passada na TV.

Até então, a campanha não deu maiores detalhes e eu não sabia a Vivo se referia a uma rede GSM em testes ou algo disponível ao consumidor final.

Por coincidência há uma grande loja da Vivo a poucos metros do meu escritório. Voltando do almoço fui especular e descobri que recentemente a rede GSM ficou disponível inclusive para terminais pós-pagos. A funcionária disse que eles não têm grande variedade de aparelhos ainda, mas que se eu tivesse um aparelho desbloqueado poderia comprar o chip GSM da Vivo, por R$ 10,00, e colocar no aparelho que eu possuo.

Parece que só agora a Vivo se dobrou a tendência mundial, que é a tecnologia GSM, utilizada na Europa e em diversos outros lugares no mundo.

Evaldo Indig Alves

Fontes:
Vivo
Jornal Valor Econômico

7 de Março de 2007

Web 2.0 e demais serviços on-line.

Arquivado sob: Dicas — Evaldo @ 19:30

Ainda me lembro da época que antecedeu internet, quando o “videotexto era o auge da tecnologia. Nesta época o computador era algo complicado, os computadores domésticos eram raros e quem possuía um lutava para arrumar argumentos que justificassem o investimento.

Passado um bom tempo o computador se popularizou, sua utilidade passou a ser inquestionável, ainda mais depois do advento da internet.

Mas a coisa ainda esta longe de ser perfeita, se é que um dia será. Ainda é uma grande chatice essa questão de ter de instalar um software para cada aplicação específica que você precise usar. Ora e quando eu estou na casa de um amigo, em uma lan-house, no escritório, no aeroporto…

Até que algum ser brilhante, que eu desconheço quem seja, teve a idéia genial de levar os softwares para a internet no que hoje esta sendo conhecido como Web 2.0.

Na realidade o mais provável é que isso não tenha sido fruto de uma lampejo de genialidade de ninguém, mas sim resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento. Também não deve ser um conceito novo, mas provavelmente apenas agora os recursos tecnológicos necessários ficaram disponíveis, como por exemplo a popularização do acesso a internet e o acesso em banda larga. Mas enfim, o importante é que esta tecnologia chegou e está disponível aos usuários de internet e graças a ela é possível:

- editar textos por meio de processadores de texto on-line e criar planilhas com o Google Docs & Spreadsheets;

- armazenar arquivos em discos virtuais, pois de nada adiantaria a suíte de escritório estar na web, se o documento que você quer editar foi salvo no computador do escritório. Mas existem excelentes serviços de armazenamento on-line, que fazem com que seus arquivos fiquem disponíveis para você (ou quem tiver a senha) em qualquer computador conectado à internet;

- manter a agenda toda na web, com os serviços de calendário que também migraram para a web. Um excelente exemplo é o Google Calendar;

- falar que a correspondência foi para a web ou está on-line chega a ser ridículo, pois o e-mail já está irraigado no dia a dia de todos nós (ao menos dos que tem o hábito de ler blogs). Também não da para falar que o webmail é uma inovação, pois a Microsoft faz isso a anos, com o Hotmail, apesar de que a capacidade de armazenamento atual deste tipo de serviço seria algo inimaginável a pouco tempo atrás. Mas a coisa evoluiu e muito. O e-mail se sofisticou e as formas de acesso a nossa caixa-postal virtual são as mais diversas possíveis. Muita gente ainda considera um programa de e-mail (como o Outlook Express ou o Thunderbird) a melhor forma de ler e enviar e-mails, e talvez seja, mas devo dizer que os servidores POP (ou POP3) estão ultrapassados do meu ponto de vista. Tecnologias como a IMAP permitem que eu tenha o mesmo conteúdo na caixa postal de casa, do escritório e onde mais eu quiser, via webmail, tudo sempre atualizado. Serviços de push-mail em dispositivos móveis permitem que você esteja sempre conectado a sua caixa postal onde você estiver, como os disponíveis nos aparelhos BlackBerry da RIM. A algum tempo deixou de ser uma exclusividade dos servidores corporativos os serviços de e-mail baseados na tecnologia Exchange da Microsoft, que além de manter seus e-mail sempre atualizados também sincroniza sua agenda entre o computador a internet, o PDA e o smartphone, se for o caso;

- se livrar da Barsa que ocupava um espaço enorme na biblioteca e hoje pode ser tranquilamente substituída por serviços on-line como o da Wikipédia;

- o guia de ruas também pode ser aposentado, livrando mais um espaço na biblioteca, ou no porta-luvas. Se você tem de ir a um lugar que não conhece, basta consultar os serviços de mapas on-line, como, por exemplo, o Apontador. Estes serviços, dependendo da cidade, dão até as condições do trânsito, em tempo real;

- boa parte dos jornais também se “virtualizaram”, mesmo porque se não o fizessem estariam condenados. Hoje eu chego no escritório e vejo as principais noticias do dia pela internet. O serviço esta disponível em praticamente todos os grandes jornais, apesar de ser um cobrada uma assinatura para ter acesso completo ao jornal no meio digital, como ocorre na mídia impressa;

- o mesmo se pode dizer das principais revistas. É possível pagar bem barato na assinatura de uma revista internacional, se você se contentar em folhar a revista apenas pelo computador. Revistas nacionais também criaram um site pelo qual os assinantes acessam integralmente o conteúdo da revista antes que ela chegue a banca, como por exemplo a revista Info Digital;

- O SMS também está disponível na web, mas é pouco utilizado. Todas as operadoras de telefonia celular que eu conheço, mantém em seu site, o serviço de envio de recados / SMS / torpedos para o celular do assinante. Não é um serviço utilizado quanto deveria pois tem um potencial fantástico. Apenas como exemplo, minha secretária me envia uma mensagem SMS com o recado de quem me ligou, quando estou fora do escritório, assim eu recebo o recado em tempo real e, se achar necessário, posso retornar o recado de onde eu estiver;

- outro serviço a que deu certo foi o internet banking. Mesmo com o medo de que algum “ladrão virtual” (é, até eles foram para a internet) transfira dinheiro de nossas contas, o internalta tem passado a fazer pagamentos, transferências, consultas a saldos e extratos, solicitações de talão de cheques, etc. Acho que chegamos ao ponto de só termos de ir ao banco para sacar dinheiro em papel, pois uma das únicas coisas que não dá para fazer e imprimir o dinheiro. Na realidade se considerarmos a tecnologia de impressão atual veremos que é tecnicamente possível, mas seria moralmente reprovável além de completamente ilegal;

- ainda falando de serviços financeiros, as grandes empresas de prestação de serviços ( por exemplo: Telefonica, Embratel, Claro, Credicard, American Express Card, etc…) disponibilizam a 2ª via de contas via internet;

- falar ao telefone. Não é possível hoje falar de serviços pela internet e não mencionar a VoIP. Com os serviços de VoIP como os Skype é possível falar com qualquer lugar do mundo de graça na maioria das vezes (de computador para computador entre dois usuários do serviço) ou ao menos bem mais barato. E ai vem a pergunta: é tão bom quanto o telefone? Pode ser até melhor, com o som mais nítido, dependendo da qualidade e velocidade da conexão com a internet, de quem faz e de quem recebe a ligação. Mas uma vantagem é imbatível: falar de graça;

- seguindo o “boom” que o Skype fez com o VoIP (Voz sobre IP) a empresa promete implementar outro serviço em seu software, disponibilizando canais de TV aberta por seu software. Segundo a empresa o serviço estaria em testes transmitindo um canal japonês;

- as rádios também disponibilizaram sua programação ao vivo pela internet. Assim para ouvir sua estação preferida você precisa de um rádio ou de um computador com acesso à internet. Mas o futuro do rádio talvez não esteja ai. A popularização dos tocadores de MP3 aliados crescente largura de banda disponível para acesso a internet fez surgir outro serviço, o Podcast, que é um arquivo de áudio com uma programação bem segmentada que é baixado e movido automaticamente para o seu tocador de MP3 por softwares como o iTunes, para ser ouvido quando se achar melhor, com direito a pausas e repetições, que o rádio não permite;

- substituir o agente de viagens por serviços on-line de pesquisa de tarifas e reservas de passagens aéreas, hotéis, aluguel de carros e ainda buscar todas as informações necessárias sobre o destino, e muitas vezes viaja-se mais barato reservando pela internet do que por telefone ou no balcão;

- ampliar as fotos pela internet. Na maioria destes serviços você envia a foto digital pela internet e recebe ela no papel pelo correio. Se não quiser pode hospedar as fotos em muitos dos serviços de algum de fotos disponíveis e compartilhar com os amigos, estejam eles em qualquer lugar do mundo;

- os diários deixaram de ser algo de adolescente e se transformaram em Blogs, alguns corporativos;

- e até a vida como a conhecemos passou a ter uma versão na web, a Second Life, como em um jogo, mas tem muita gente gastando e alguns
ganhando muito dinheiro real lá, que já fez a primeira milionária. Que a internet é o futuro eu não tenho dúvidas, mas uma Second Life não seria um exagero?

Todos estes serviços, além de muitos outros não abordados aqui, estão disponíveis na internet, e para usufruir deles é necessário um terminal com conexão. Com isso a internet esta indo para todos os lugares, de telefones celulares à geladeiras e a tendência e que se espalhe ainda mais. Nem tudo é de graça na vida virtual, mas com o acesso sem fio cada vez mais comum, em pouco tempo seu computador pessoal será inteiramente virtual e praticamente onipresente.

Evaldo Indig Alves

23 de Fevereiro de 2007

Migração de Windows para Mac OS.

Arquivado sob: Apple — Evaldo @ 15:22

Mac Ads - Propaganda oficial da Apple

Após mais de 10 anos de tela azul, passei a ser mais usuário de Mac, feliz e satisfeito.

Faziam alguns anos tinha vontade de experimentar o Mac OS, mas nunca levei isso adiante por diversos motivos.

Acho que o maior problema é que os Macs sempre foram muito caros, o que dificultou inclusive uma maior popularização da plataforma no Brasil. Apesar da curiosidade, não era viável gastar muito dinheiro em uma máquina que eu não conhecia e, por isso, não tinha certeza que atenderia as minhas necessidades.

Outro ponto que me incomodava era que eu teria de adquirir novas licenças para todos os softwares que eu quisesse usar, pois evidentemente minhas licenças de Windows não teriam utilidade alguma. Sem falar a nos programas que eu havia ficado dependente, alguns que venho usando a mais e 10 anos e que não aparentemente não existem versões para a plataforma Mac.

Ou seja, a minha curiosidade não era motivo suficiente para justificar a compra de um Mac.

A virada começou quando, em janeiro de 2006, a Apple anunciou que passaria a usar chips Intel. Em questão de dias os fóruns especializados (listas de discussão na internet) noticiavam tentativas de se instalar o Windows no Mac. Ora, porque não, se o hardware passou a ser “compatível” (leia-se padrão x86).

Ao contrário do que seria esperado de Bill Gates, Steve Jobs anunciou o Boot Camp, um programa oficial da Apple que permite que o usuário instale o Windows no hardware da Apple, de modo nativo (e não como emulador).

Em pouco tempo surgirão outras opções, como o Parallels Desktop, que permite alternar entre o Mac OS e o Windows.

Neste ponto eu pude pensar mais seriamente em ter um Mac. Caso eu não me acostumasse ou se eu precisasse de algo que só pudesse ser feito em Windows era só abrir o Windows no Mac.

O Mac é uma máquina cara, mas que seria útil de uma maneira ou de outra, com um sistema operacional ou com o outro.

Descobri que uma das coisas que torna os Macs caros é que eles têm componentes “topo de linha”, com processadores são de última geração, etc. Um PC assim é quase tão caro quanto os Macs.

Resolvi encarar, comprei um Mac. Mas e agora, por onde começar? Pedi ajuda a um amigo, mas ele me disse para ir “fuçando”, pois o que eu sabia de outros sistemas operacionais era mais do que o necessário para usar um Mac.

Mãos a obra… resolvi começar pela rede, para ter acesso à internet. Só de abrir esta opção ele já me listou as redes que ele havia detectado, selecionei a minha e informei a senha (WPA), pronto… ele fez o resto sozinho. Abri o Safári (browser / navegador) e a página da Apple carregou em segundos. Realmente ele estava na rede.

É um sistema operacional diferente dos que eu havia usado, mas ao mesmo tempo tudo parecia muito familiar, mais simples e descomplicado.

Configurar minhas contas de e-mail no Mail foi igualmente simples.

Sem dúvida algumas inovações são geniais, como rolar a página ao se passar dois dedos pelo touchpad. A tecla F9 que mostra todas as janelas abertas em miniatura, coisas geniais que tornam a utilização muito mais agradável.

A interface do Mac é linda. O que a Microsoft esta apresentando como as maiores novidades do Windows Vista, como a interface Aero e os widgets estão presentes no Mac OS já faz algum tempo.

O próximo passo era instalar os softwares que eu precisaria para poder transformar o Macbook no meu computador pessoal.

Ganhei um Office para Mac de um amigo, o que me poupou bons reais.

Comecei procurando substitutos para o Dreamweaver e o Fireworks, mas descobri que existem versões deles para Mac.

Sai à caça de um antivírus, mas nada. Procurei a internet toda e não achava nem um a venda. Não teve jeito, tive de ligar para o meu amigo usuário de Mac. Ele me perguntou para que eu queria o antivírus se não existiam vírus para Mac. Fiquei pasmo! Em que mundo ele vive? Pesquisei pela internet e descobri que ele tem razão. Parece existir apenas um vírus conhecido para o Mac OS X e ele é inofensivo, feito apenas para provar um conceito. Só por esse “detalhe” o Mac OS ganhou muitos pontos comigo. Não tenho mais de gastar vários MB da minha memória RAM com antivírus, e eles consomem memória mesmo.

Após instalar e me certificar de que o essencial estava funcionando a contento pude alçar vôos maiores e testar o melhor do que o Mac tem oferecer. Sai atrás de um bom software para tratamento e organização de fotos. O iPhoto é bom, mas não o suficiente para justificar a fama do Mac, tinha de ter algo melhor…

E havia. Baixei a versão de testes (trial) do Aperture. É de longe o melhor software do gênero que eu vi.

Baixei também um software para organizar minhas coleção de DVDs, o Delicious Livrary. Existem diversos softwares que cumprem bem o papel, tanto na plataforma Windows quanto na plataforma Mac, até porque nada mais é que um banco de dados. A grande chateação deste tipo de software sempre foi alimentar o banco de dados, e é ai que o Delicious Livrary dá um banho nos demais. Para entrar com os dados basta colocar o código de barras do DVD na frente da webcam (vem embutida no Macbook) e ele lê e interpreta o código de barras e vai buscar todos os dados sobre o DVD (nome, diretor, atores, recursos, ano, uma cópia da capa do DVD, etc.) em uma base de dados na internet e adiciona o DVD com todos os detalhes em sua coleção. Tudo de forma simples, prática e quase sem trabalho. Esse tipo de inovação é o que me converteu. Uma solução prática para um problema antigo de todo banco de dados. O software também cataloga sua coleção de Livros e de CDs da mesma forma prática e eficiente, mas eu ainda estou nos DVDs.

No final das contas tudo que eu precisei consegui no próprio Mac OS. Com isso desisti de instalar o Windows no meu Mac e poupei o espaço em disco.

Ainda utilizo o Windows no escritório, e as vezes me pego tentando usar recursos do Mac… Como tudo na vida cada sistema tem sua vantagem. A principal vantagem do Windows é sua “onipresença”. Todo mundo sabe usar.

Mas, ao menos em parte eu fui convertido. Meu computador pessoal é um Mac e eu estou muito feliz com isso. Não voltaria atrás.

Evaldo Indig Alves

14 de Fevereiro de 2007

A convergência está chegando e parte dela veio parar no meu bolso.

Arquivado sob: Celular, Palm OS — Evaldo @ 12:23

A tal da convergência parece que ao menos começou a chegar. Não em sua totalidade, como se tem prometido, mas um pouco dela já alcançou o bolso da minha calça.

Pouco mais de um ano atrás eu carregava um celular, um Palm e um pen drive (ou memory key), além é claro, das chaves de casa e do carro e da carteira. Beirava o ridículo.

Hoje eu consegui substituir o celular, o Palm e até o pen drive por um smartphone. É, por mais estranho que pareça o pen drive entrou na dança.

Eu explico. O smartphone que eu escolhi tem como opção para expansão de memória uma entrada para cartões SD, até ai normal. Mas o que eu achei uma verdadeira inovação foi o tal do cartão SD que eu encontrei.

Ele se dobra ao meio e expõe os contatos para conexão USB. Tudo lá, pronto, sem precisar de leitor, adaptador ou peças extras. O próprio cartão é a memória e o leitor. E ainda tem 1GB de capacidade. Simples mas genial.

Sei que para quem ainda não viu um modelo destes não deve ser fácil de imaginar, então ai vai uma ajuda:

pendrive - pendrive USB

Pode parecer bobeira, mas eu vivo transportando arquivos, especialmente do Word de casa para o trabalho e do trabalho para casa e para mim isto é importante, essa mobilidade faz parte das minhas necessidades profissionais, do meu dia-a-dia.

E essa integração, ou convergência, ainda trouxe mais vantagens. O smartphone que eu estou usando tem como sistema operacional o Palm OS e veio com um software (Documents to Go) que me permite abrir e editar os documentos de Word, Excel e Power Point que eu tenho no pen drive, além de visualizar os que estiverem em PDF (Adobe Acrobat). Ou seja, em qualquer lugar que eu tiver um tempinho eu posso parar e trabalhar.

A convergência me surpreendeu quando indiretamente trouxe o escritório para o meu bolso. É claro que é muito melhor escrever em um teclado de tamanho natural, mas para quebrar um galho eu acho que não dá pra reclamar. Caso isso venha realmente a incomodar basta comprar um daqueles teclados dobráveis, que abertos ficam do tamanho de um teclado normal. Mas, na minha opinião, carregar outra coisa não é vantagem, eu to querendo é me livrar do que carrego.

Obviamente a evolução tecnológica cobrou seu preço. Ao mesmo tempo em que ocorreu a fantástica convergência que eu tratei acima, o meu banco implementou o uso de tokens de segurança para acesso a internet. E adivinhem, me deram um para carregar.

O token é tipo dispositivo de hardware que gera senhas válidas por poucos minutos para acesso ao internet banking e aos caixas eletrônicos. É um grande incremento de segurança, e em se tratando de dinheiro, segurança bancária e hackers, é fundamental, mas ocupa o mesmo espaço que ocupava o meu pen drive. Se eu não me cuidar volto à estaca zero…

Evaldo Indig Alves

Fonte e imagens:
Sandisk

12 de Fevereiro de 2007

Treo 650 tem problemas de conexão no Brasil.

Arquivado sob: Celular, Dicas, Palm OS — Evaldo @ 13:57

Troquei meu celular por um Treo 650 da PalmOne a cerca de 1 ano. Nos primeiros 3 ou 4 meses tudo funcionou sem problemas, mas após esse período eu comecei a ter problemas com o sinal de telefonia.

Quando eu ligava ou reiniciava o aparelho ele demorava para achar a rede da minha operadora de celular. Não levei o problema muito a sério no início, mas essa demora foi aumentando gradualmente até chegar o ponto de que eram necessárias várias horas para que o sinal fosse restabelecido.

O que eu achava mais me intrigava é que o problema só ocorria para achar o sinal quando o aparelho era ligado, depois que o sinal da operadora era encontrado ele ficava estável e forte durante todo o tempo que aparelho permanecesse ligado.

Eu passei a deixar meu celular ligado 24 horas por dia, e assim a situação chegou a durar mais alguns meses, até que um dia eu tive de reiniciar o aparelho por causa de um travamento e fiquei uma tarde toda sem sinal. Foi a gota d’água. Ou resolvia o problema do aparelho ou comprava telefone!

Com isso em mente resolvi abrir o aparelho, pois ou funcionaria direito ou não funcionaria de jeito nenhum. Pensei que talvez fosse oxidação nos contatos da antena ou algo do gênero. Nada! O aparelho estava perfeito por dentro.

Sem me dar por vencido procurei uma explicação no manual e na documentação técnica do site da PalmOne americana. Novamente nada!

Não podia ser que este problema nunca tivesse ocorrido com ninguém.
Comecei a procurar em fóruns e listas de discussões nacionais especializadas em Palm OS e lá estava! Diversos proprietários do Treo 650 com o mesmo problema que eu. Muita irritação e várias suposições.

Após navegar por páginas e páginas de discussões sobre o assunto percebi que a explicação que me parecia mais convincente era de uma certa incompatibilidade do sistema automático de busca de rede do Treo 650 com a rede GSM brasileira, sendo que esta explicação aparecia em mais de um site diferente.

A parte boa é que junto com o diagnóstico era proposta uma solução bem simples. Obviamente eu não tinha nada a perder e resolvi testar.

A solução consiste em:
Com o aparelho na função telefone, acessar pelo botão do menu / options / Select Network;
Onde estiver escrito Automático mude para 900/1800 e clique em “OK”;
Aguardar o aparelho lista as operadoras que ele encontrou naquela freqüência e escolha a sua. O sinal deve entrar imediatamente após o procedimento.

E para minha surpresa funcionou perfeitamente. Já faz uns 2 meses que tenho feito isso e não tive mais problemas.

Depois que eu já conhecia a solução me deparei com um tutoria para solucionar o problema no site da Palm brasileira. Acho que eles puseram a solução no ar pouco tempo depois que eu procurei, pois na época que eu procurei eu não achei nada, mas enfim, é uma solução até mais prática para o problema, que consiste em criar um atalho nos favoritos do Treo (como SpeedyDial dos outros telefones), o que não é problema algum, pois o Treo tem botões de favoritos até em excesso.

O botão de favoritos deve ser criado da seguinte maneira:

- com o Treo em modo telefone, selecione um botão de favoritos (localizado na parte inferior da tela) que esteja vazio e clique nele;
- deve se abrir uma tela para configuração daquele botão. Preencha esta tela com os seguintes dados:
1. No campo Type selecione a opção Speed Dial.
2. Em Label digite Scan 1800.
3. Em Number digite #*1800#.
4. Em Quick Key, digite uma tecla de atalho (como por exemplo a tecla Q).
5. Selecione OK para confimar.

Pronto! Agora, para buscar o sinal de rede no seu Treo, basta pressionar a tecla atalho criada por 2 segundos (neste exemplo a letra “Q”) ao mesmo tempo em que a rede é procurada pelo aparelho.

O único inconveniente em ambas as formas de solucionar o problema é que toda vez que se desliga ou reinicia o Treo tem-se de repetir a operação, mas para quem estava quase desistindo dele isso não é nada.

Devo dizer que tirando este “probleminha”, o Treo 650 é disparado o melhor celular que eu já tive.

O que ainda me aborrece é que sou fã do Palm OS, usuário a mais de 10 anos, estou no meu 7 aparelho com este sistema operacional e sempre fui bem satisfeito com o sistema. Porém fico pensando se não fosse tão fanático por Palm se teria tido tanto trabalho para encontrar uma solução ou simplesmente mudaria para o Pocket PC (Windows).

A verdade é que eu acho que se fosse meu primeiro aparelho com Palm OS eu ia considerar que a culpa da falha era de um sistema operacional ruim e partiria para outra, o que não é justo.

Evaldo Indig Alves

Fonte:
Palm do Brasil
Fórum Palm-br

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