23 de Fevereiro de 2007

Migração de Windows para Mac OS.

Arquivado sob: Apple — Evaldo @ 15:22

Mac Ads - Propaganda oficial da Apple

Após mais de 10 anos de tela azul, passei a ser mais usuário de Mac, feliz e satisfeito.

Faziam alguns anos tinha vontade de experimentar o Mac OS, mas nunca levei isso adiante por diversos motivos.

Acho que o maior problema é que os Macs sempre foram muito caros, o que dificultou inclusive uma maior popularização da plataforma no Brasil. Apesar da curiosidade, não era viável gastar muito dinheiro em uma máquina que eu não conhecia e, por isso, não tinha certeza que atenderia as minhas necessidades.

Outro ponto que me incomodava era que eu teria de adquirir novas licenças para todos os softwares que eu quisesse usar, pois evidentemente minhas licenças de Windows não teriam utilidade alguma. Sem falar a nos programas que eu havia ficado dependente, alguns que venho usando a mais e 10 anos e que não aparentemente não existem versões para a plataforma Mac.

Ou seja, a minha curiosidade não era motivo suficiente para justificar a compra de um Mac.

A virada começou quando, em janeiro de 2006, a Apple anunciou que passaria a usar chips Intel. Em questão de dias os fóruns especializados (listas de discussão na internet) noticiavam tentativas de se instalar o Windows no Mac. Ora, porque não, se o hardware passou a ser “compatível” (leia-se padrão x86).

Ao contrário do que seria esperado de Bill Gates, Steve Jobs anunciou o Boot Camp, um programa oficial da Apple que permite que o usuário instale o Windows no hardware da Apple, de modo nativo (e não como emulador).

Em pouco tempo surgirão outras opções, como o Parallels Desktop, que permite alternar entre o Mac OS e o Windows.

Neste ponto eu pude pensar mais seriamente em ter um Mac. Caso eu não me acostumasse ou se eu precisasse de algo que só pudesse ser feito em Windows era só abrir o Windows no Mac.

O Mac é uma máquina cara, mas que seria útil de uma maneira ou de outra, com um sistema operacional ou com o outro.

Descobri que uma das coisas que torna os Macs caros é que eles têm componentes “topo de linha”, com processadores são de última geração, etc. Um PC assim é quase tão caro quanto os Macs.

Resolvi encarar, comprei um Mac. Mas e agora, por onde começar? Pedi ajuda a um amigo, mas ele me disse para ir “fuçando”, pois o que eu sabia de outros sistemas operacionais era mais do que o necessário para usar um Mac.

Mãos a obra… resolvi começar pela rede, para ter acesso à internet. Só de abrir esta opção ele já me listou as redes que ele havia detectado, selecionei a minha e informei a senha (WPA), pronto… ele fez o resto sozinho. Abri o Safári (browser / navegador) e a página da Apple carregou em segundos. Realmente ele estava na rede.

É um sistema operacional diferente dos que eu havia usado, mas ao mesmo tempo tudo parecia muito familiar, mais simples e descomplicado.

Configurar minhas contas de e-mail no Mail foi igualmente simples.

Sem dúvida algumas inovações são geniais, como rolar a página ao se passar dois dedos pelo touchpad. A tecla F9 que mostra todas as janelas abertas em miniatura, coisas geniais que tornam a utilização muito mais agradável.

A interface do Mac é linda. O que a Microsoft esta apresentando como as maiores novidades do Windows Vista, como a interface Aero e os widgets estão presentes no Mac OS já faz algum tempo.

O próximo passo era instalar os softwares que eu precisaria para poder transformar o Macbook no meu computador pessoal.

Ganhei um Office para Mac de um amigo, o que me poupou bons reais.

Comecei procurando substitutos para o Dreamweaver e o Fireworks, mas descobri que existem versões deles para Mac.

Sai à caça de um antivírus, mas nada. Procurei a internet toda e não achava nem um a venda. Não teve jeito, tive de ligar para o meu amigo usuário de Mac. Ele me perguntou para que eu queria o antivírus se não existiam vírus para Mac. Fiquei pasmo! Em que mundo ele vive? Pesquisei pela internet e descobri que ele tem razão. Parece existir apenas um vírus conhecido para o Mac OS X e ele é inofensivo, feito apenas para provar um conceito. Só por esse “detalhe” o Mac OS ganhou muitos pontos comigo. Não tenho mais de gastar vários MB da minha memória RAM com antivírus, e eles consomem memória mesmo.

Após instalar e me certificar de que o essencial estava funcionando a contento pude alçar vôos maiores e testar o melhor do que o Mac tem oferecer. Sai atrás de um bom software para tratamento e organização de fotos. O iPhoto é bom, mas não o suficiente para justificar a fama do Mac, tinha de ter algo melhor…

E havia. Baixei a versão de testes (trial) do Aperture. É de longe o melhor software do gênero que eu vi.

Baixei também um software para organizar minhas coleção de DVDs, o Delicious Livrary. Existem diversos softwares que cumprem bem o papel, tanto na plataforma Windows quanto na plataforma Mac, até porque nada mais é que um banco de dados. A grande chateação deste tipo de software sempre foi alimentar o banco de dados, e é ai que o Delicious Livrary dá um banho nos demais. Para entrar com os dados basta colocar o código de barras do DVD na frente da webcam (vem embutida no Macbook) e ele lê e interpreta o código de barras e vai buscar todos os dados sobre o DVD (nome, diretor, atores, recursos, ano, uma cópia da capa do DVD, etc.) em uma base de dados na internet e adiciona o DVD com todos os detalhes em sua coleção. Tudo de forma simples, prática e quase sem trabalho. Esse tipo de inovação é o que me converteu. Uma solução prática para um problema antigo de todo banco de dados. O software também cataloga sua coleção de Livros e de CDs da mesma forma prática e eficiente, mas eu ainda estou nos DVDs.

No final das contas tudo que eu precisei consegui no próprio Mac OS. Com isso desisti de instalar o Windows no meu Mac e poupei o espaço em disco.

Ainda utilizo o Windows no escritório, e as vezes me pego tentando usar recursos do Mac… Como tudo na vida cada sistema tem sua vantagem. A principal vantagem do Windows é sua “onipresença”. Todo mundo sabe usar.

Mas, ao menos em parte eu fui convertido. Meu computador pessoal é um Mac e eu estou muito feliz com isso. Não voltaria atrás.

Evaldo Indig Alves

11 de Fevereiro de 2007

iPhone

Arquivado sob: Celular, Apple — Evaldo @ 18:33

Apesar do muito que foi dito pela imprensa a discussão sobre o iPhone deve começar não sobre características técnicas mas sobre qual aparelho exatamente vamos tratar. O iPhone é um telefone IP que se conecta por Wi-Fi a internet, lançado pelo Cisco.

Não estou confuso, ocorre apenas que conforme foi noticiado na imprensa, a Cisco tem a patente do nome “iPhone” a mais de um ano e vinha negociando com a Apple o seu uso, sem chegarem a um acordo. A meu ver, se isso foi realmente o que aconteceu, a Apple esta tentando se apropriar indevidamente de uma marca registrada, o que é evidentemente reprovável e, portanto, o iPhone é da Cisco Systems.

Apesar disso, vamos tratar neste post do telefone celular que a Apple lançou um janeiro na Macworld Expo 2007 em São Francisco - Califórnia, que despertou o interesse de todos, inclusive o meu.

Muito se fala sobre o novo smartphone da Apple, mas será que ele é mesmo um smartphone?! Até onde foi noticiado ele não aceitará a instalação de aplicativos pelo usuário. Esse não seria um requisito para que possamos chamar um aparelho de smartphone? O próprio conceito de smartphone não exigiria esta capacidade? A meu ver sim, apesar de ninguém poder negar que, se ele fizer metade do que promete, será pra lá de esperto (ou smart).

Tenho lido que ninguém nas principais publicações que o fabricante do processador continua sendo desconhecido. Acho estranho, pois lembro bem de ter lido em algum lugar uma declaração dada logo após o keynote do Steve Jobs, de um representante da Intel que estava na Macworld Expo que afirmou categoricamente que o processador do iPhone seria fornecido por eles.

Tudo bem que o clock não foi divulgado, mas não é difícil deduzir que para fazer o que ele se dispõe a fazer terá de ser um processador de no mínimo 400 Mhz. Também não deve ultrapassar os 900 Mhz, devido ao consumo de energia prometido de mais de 5 horas de conersação ou 16 horas “apenas” ouvindo música. Eu apostaria em um procesador de 800 Mhz.

A tela do aparelhinho deve ser um show a parte. Serão 3,5 polegadas, resolução de 420 por 480 pixels em 160 ppi (points per inch), no formato widescreen. Até ai legal, mas não excepcional. A grande revolução vem com a tecnologia Multi-touch que, se cumprir o que promete, será uma das maiores revoluções a serem trazidas pelo iPhone. Acho que esse será um dos pontos fortes do iPhone. A parte gráfica sempre foi um dos pontos fortes da Apple e não vejo motivos para acreditar que ela descuidaria deste ponto, mesmo com projetos tão ambiciosos como o Multi-touch.

O tal do Multi-touch é uma tecnologia que vai muito alem da parte gráfica, sendo responsável, entre outras coisas, pela capacidade de utilização do iPhone com apenas uma mão, seja você destro ou canhoto.

Outro ponto forte do aparelho é um abase sólida, consituida por um sistema operacional robusto, o Mac OS X. Evidente que terá de ser uma versão reduzida, mas mesmo assim é um grande começo.

Apenas para ilustrar para quem nunca teve contato com um Mac, eu sou um usuário novato em Mac, comprei meu primeiro a apenas 2 meses, mas estou surpreso que ainda não tenha travado NENHUMA VEZ. Para um usuário de Windows de longa data, isso parece até obra divida, um verdadeiro milagre, trabalhar em um sistema por 2 meses sem nenhum travamento. E olha que nunca foi aficionado por nenhum sistema, já passei por todos os Windows, algumas distribuições de Linux e agora testo o Mac OS. Até agora estou encantado, mas mais para frente eu faço um review completo desta migração.

A câmera digital é apenas razoável, com 2 MP de resolução, o que é o mesmo que o existente em diversos aparelhos disponíveis hoje no mercado. Resta ver a qualidade do conjunto óptico, que pode fazer com que ela seja realmente útil ou que se torne apenas mais um brinquedinho, com em diversos telefones existentes.

Em relação a conctividade a Apple parece não ter brincado em serviço pois o aparelho terá conexão Wi-Fi “b” e “g” (rede sem fio), EDGE (banda larga pela rede GSM) e Bluetooth 2.0.

Apesar da excelente conectividade, ouvi comentários de que a sincronização terá de ser feita via cabo, o que, se for verdade, não deve durar muito. Se a Apple não corrigir esta “falha de projeto” logo após o lançamento, provavelmente em pouco tempo teremos software de terceiros sincronizando via Wi-fi ou Bluetooth.

A telefonia é o que deveria ser, um aparelho GSM quad-band (850, 900, 1800 e 1900 MHz). Porém, nos Estados Unidos, durante os três primeiros anos, ele será vendido apenas pela operadora de telefonia celular “Cingular”. Quanto a europa e Ásia, que tem lançamentos previstos para setembro de inicio de 2008, respectivamente, ainda não se sabe se alguma operadora terá exclusividade sobre a distribuição.

A exclusividade de distribuição dada a Cingular inviabilizou qualquer eventual plano de dar um “pulinho” em Miami ou Nova York para comprar iPhone antes do lançamento oficial no pais.

O lado ruim é que mesmo que algum pheaker (hacker de telefonia) arrume algum meio de desbloquear o aparelho para que venha a funcionar em qualquer rede GSM, o que certamente aconteceria, ainda assim você só poderia comprar o aparelho depois de assinar um contrato de “ fidelização” por 2 anos com a operadora Cingular, o que te obriga a pagar a conta de telefone por esse período, usando ou não.

Por outro lado, a Apple precisava fazer este tipo de parceria com alguma operadora para obter o apoio tecnológico necessário ao desenvolvimento do produto com todas as suas funcionalidades. Como por exemplo aconteceu com a secretaria eletrônica (ou correio de voz), que foi completamente reformulado para algo totalmente inovador, lógico, simples e natural. Com a nova “Visual Voicemail” ou correio de voz visual do iPhone permite que você veja e selecione de uma lista com as mensagens que há em sua caixa postal, o que evita que você tenha de ouvir todos os recados para chegar a que realmente lhe interessa. Novo e revolucionário, porém extremamente simples.

E mais, a parceria entre a Apple e a Cingular certamente fez com que o preço do iPhone para o mercado americano fosse mais baixo do que deveria ser. Provavelmente a parceria com certeza previu o subsidio do aparelho. O preço divulgado para o mercado americano é de US$ 499,00 para o modelo de 4GB e US$ 599,00 para o modelo de 8GB. Vale lembrar que o preço para os outros mercados onde o aparelho será lançado ainda não foi divulgado.

Uma das maiores incertezas sobre o iPhone é sobre data e preço de lançamento no Brasil, e convenhamos é o que mais interessa nós brasileiros.

Realmente qualquer coisa que se fale sobre isso não passa de mera especulação, mas como consumidor ávido por tecnologia acho que, ainda assim, vale especular.

Sobre quando do iPhone vai estar disponível para os consumidores brasileiros, acho realista acreditar que ele deve chegar, ao menos por importação extra-oficial, em março ou abril de 2008. Isso por que a Apple divulgou que pretende lança-lo na Ásia no começo de 2008. Entendo que o começo deve ser março ou abril, pois se eles pudessem lançar muito no começo eles certamente adiantariam o lançamento para dezembro para aproveitar as compras de natal.

Sendo lançado na Ásia fica difícil conter a importação pois o mercado asiático é um mercado promiscuo e que provavelmente acabará redistribuindo para o resto do mundo de uma forma ou de outra. Qualquer tentativa de bloquear hardware ou software nunca teve sucesso naquela parte do mundo e nada, por enquanto, me leva a crer que virá a ter.

A questão do preço a que chegará ao Brasil é uma questão muito mais complexa. Isso por que o único preço que conhecemos, como foi mencionado, não parece ser o preço real do produto, pois reflete um provável subsídio dado pela Cingular.

Assim, existem diversas variáveis desconhecidas nesta equação, quais sejam:

-o preço real do produto;
-o custo de importação, como impostos, transporte e distribuição;
-a parceria da Apple com alguma operadora de telefonia brasileira;
-o subsídio do aparelho decorrente de contrato de fidelização firmado entre a operadora e o consumidor.

Ainda existe a possibilidade real de a Apple firmar um contrato de exclusividade na distribuição com alguma operadora, o que indiretamente elevaria o preço final do produto pela falta de concorrência.

Ou seja, a matemática que eu tenho visto por ai sobre o preço que o iPhone vai chegar ao Brasil é, ao meu ver, algo irreal. Apesar de eu também estar especulando, acredito que simplesmente multiplicar o preço sugerido para o mercado americano (US$ 599,00, considerando o modelo de 8GB) pelo cambio do dia (hoje - R$ 2,10) e estimar os custos de importação (70%), para chegar a um valor (hoje - R$ 2.138,43), é desconsiderar diversos fatores importantes para a fixação do preço do iPhone para o mercado brasileiro.

Também te de ser considerados diversos outros custos indiretos na aquisição deste tipo de produto.

Não faz o menor sentido comprar um iPhone e não contratar um pacote de dados com a operadora de celular. Um pacote ilimitado custa aproximadamente R$ 60,00/mês em São Paulo. E acredite, será necessário um pacote ilimitado para usufruir as vantagens do iPhone.

Também não podemos esquecer que o iPhone é antes de mais nada um celular e não serviria para nada sem um plano de voz. O custo mensal do gasto com telefone varia muito de pessoa para pessoa, mas de quem supostamente “precisa” de um aparelho deste nível espera-se que gaste ao menos R$ 100,00/mês.

Se levarmos em conta o exemplo americano onde o iPhone somente será vendido com um contrato de fidelização de 2 anos, temos um custo indireto estimado de R$ 3.840,00, que será diluído ao longo de 2 anos, mas que deve ser considerado e somado ao custo do aparelho, para poder avaliar o real custo / benefício do iPhone.

Apesar de tudo, estou louco para por a mão no meu…

Evaldo Indig Aves

Fontes:
-Apple Inc.
-Revista Mac+
-Revista Info.
-Revista Veja.

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